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Primeira viagem para Europa: roteiro, dicas e experiências em Paris, Londres, Bruxelas e Amsterdam

A nossa primeira viagem para Europa saindo do Brasil começou muito antes do embarque. Uma das primeiras coisas que fiz quando soube que viajaria para a Europa foi tentar aprender um pouco de francês. O Duolingo acabou virando meu professor por algumas semanas. Aprendi muito pouco, talvez por indisciplina mesmo ou por falta de tempo, mas o pouco que aprendi serviu muito para cumprir com as formalidades que a etiqueta cotidiana dos franceses pede.

Bonjour, Bonsoir, Merci e o salvador de vidas o Je voudrais que significa literalmente “gostaria de…” aprendendo isso era só saber o nome do que queria como, por exemplo, quero um café vira Je voudrais un café… e por aí vai, isso salvou nossa vida várias vezes durante a viagem.

A logística da nossa tão sonhada viagem começou a partir de Rio Branco, capital do Acre, onde moramos. Como os voos para a Europa saem apenas de algumas cidades brasileiras, escolhemos passar uns dias em São Paulo, e então a partir de lá ir para Paris.

Aqui entra em cena outro ator que ajudou muito a gente durante toda a viagem, que foi a empresa Visite Voyage, uma agência de viagens focada em experiências personalizadas na França, especialmente em Paris.

Entrei em contato com a empresa ainda em Rio Branco e fui super bem atendido pelo Denisson. Durante algum tempo, ele nos ajudou a planejar tudo que iríamos fazer durante a viagem, inclusive sugerindo um roteiro que se encaixava no nosso orçamento, que não era lá dos maiores.

Chegando o dia, partimos do aeroporto de Guarulhos (GRU) rumo ao aeroporto de Orly em Paris. Antes do destino, tivemos uma conexão em Casablanca (Marrocos), nessa conexão passamos por uma fila de verificação de segurança que incluía verificação de documentação e raio-x novamente.

Atenção para um detalhe: o tempo de conexão era curto e os procedimentos de verificação demoraram bastante, além da fila. Então já fica aqui uma dica: esse percurso pode ser bem corrido. Ao desembarcar em Casablanca, vá direto para os procedimentos de verificação de segurança, ou você pode acabar correndo o risco de perder o voo, principalmente se a conexão for curta como a nossa, de apenas 50 minutos.

Depois dessa pequena maratona no aeroporto, finalmente seguimos para o destino final da viagem: Paris. Ao chegar ao aeroporto de Orly, pegamos o metrô até o hotel, a passagem ficou cerca de € 14. Aqui vai mais uma dica importante: sempre que possível faça os deslocamentos de metrô. O sistema funciona muito bem e, dentro da cidade, a passagem custa cerca de € 2,55, permitindo chegar com facilidade praticamente a todos os pontos turísticos.

Ainda sobre o deslocamento em Paris, duas coisas foram importantes: primeiro, um aplicativo que ajudasse de forma simples a se deslocar pela linha de metrô ou a pé de forma segura. Testei vários aplicativos recomendados na internet e o único que de fato era simples de usar e funcional foi o Google Maps, ele traz todos os trajetos, seja a pé, ônibus ou metrô, ou o misto de todos sem complicação, além da estimativa de tempo do deslocamento.

Mais uma coisa importante, o sistema de transporte usa o cartão Navigo, que você pode comprar nas máquinas de autoatendimento nas estações ou pode usar o cartão disponível na carteira (Apple Wallet) do iPhone. Usei os dois e ambos funcionaram bem, fique atento apenas se o seu celular tem suporte para NFC.

Outro aplicativo útil é o ChatGPT, ele nos ajudou a otimizar o tempo de deslocamento em algumas rotas. Prompt sugerido: “Qual a melhor rota de metrô entre as estações Censier-Daubenton e Gare du Nord?” Ele calcula algumas rotas que às vezes não aparecem nos outros apps. Fique apenas atento se a rota faz sentido (para a gente funcionou bem).

Lembra do Denisson da Visite Voyage? Ele nos recebeu próximo ao hotel, nos mostrou o bairro onde íamos ficar, nos falou um pouco da cultura e história da região, deu dicas de segurança e de como aproveitar ao máximo o que a cidade e a região ofereciam.

Em relação à hospedagem em que ficamos, ficava no 5ª arrondissement, uma área ótima e segura de Paris. Uma dica em relação à hospedagem foi fazer o pagamento usando uma promoção no Nubank Viagens. Se você for cliente Nubank, busque pelo menu viagens no aplicativo (até o momento as opção viagens só é ativa para clientes Nubank Ultravioleta).

Lá encontrei hotéis com valores bem menores do que as outras opções que tinha visto na internet.

O local era incrível, bela arquitetura cercada de mercados (isso é importante), restaurantes, cafés e muitas outras coisas interessantes, sem falar que dava para se deslocar caminhando para alguns pontos turísticos incríveis de Paris.

Durante os 10 dias que passamos na região, vivemos experiências incríveis dignas de literalmente milhares de dicas, Para não me alongar demais, organizei aqui 5 dicas do que fazer e como fizemos gastando o mínimo possível devido à cotação do euro de mais de R$ 6,55 para cada euro.

1. City tour com guia local em Paris

Conhecendo a história de Paris caminhando pelo coração da cidade

A primeira dica é bem interessante quando você quer de fato entender sobre a cidade, cultura, pontos turísticos importantes e não só visitar por visitar, mas conhecer a história da região.

Aqui entrou em ação novamente a Visite Voyage e o Denisson, nosso guia (fala português), fizemos um dia inteiro de passeio a pé, conhecendo a cidade, pontos turísticos, cafés, e tudo que o centro de Paris tinha para nos oferecer.

Galeries Lafayette: Começamos pelas Galeries Lafayette, conhecida por vender roupas, perfumes, acessórios e produtos de luxo, além de oferecer uma arquitetura impressionante e um terraço com vista panorâmica da cidade.

Terraço das Galeries Lafayette: E por falar em vista panorâmica da cidade, olha nós aí, como bons turistas, apreciando o que sem dúvida é um dos melhores lugares para apreciar Paris e ter uma dimensão da riqueza de detalhes da cidade.

Museu do Louvre: Mais um local enigmático e incrível que visitamos no mesmo dia foi o Museu do Louvre, que é o maior museu de arte do mundo e um dos principais pontos turísticos de Paris.

Rio Sena (região próxima ao Museu do Louvre e Catedral de Notre-Dame): Seguimos o tour caminhando às margens do Rio Sena até a Catedral de Notre-Dame, nesse trajeto conhecemos um pouco mais da cultura e da história que cerca a região central de Paris.

Catedral de Notre-Dame: Esse era sem dúvidas um dos lugares que estava na minha lista de locais que queria visitar quando fosse a Paris, a catedral é cercada de histórias que ouvia quando era criança. Poder visitar pessoalmente foi uma alegria, tanto que voltamos mais de uma vez ao local em ocasiões diferentes, uma para visitar com o nosso guia, outra, sozinhos enquanto explorávamos a cidade.

Seguindo caminho visitamos vários outros pontos turísticos interessantes. Passamos também pela enigmática ponte Alexandre III que é considerada a ponte mais bonita de Paris. Inaugurada em 1900, ela atravessa o Rio Sena e liga a região dos Invalides ao Grand Palais e Petit Palais.

É famosa por sua arquitetura elegante, cheia de detalhes dourados, esculturas, luminárias ornamentadas e colunas altas com estátuas no topo.

Além de ser um ponto histórico, é também um dos lugares mais fotografados da cidade, especialmente ao pôr do sol, com vista para a Torre Eiffel.

Da ponte Alexandre III já era possível visualizar a Torre Eiffel, como todo bom turista, era um dos pontos que estávamos ansiosos para conhecer.

Vale lembrar e já fica como dica: vá preparado para o frio (se for na mesma época do ano em que fomos). Viajamos em janeiro, inverno na região, então o clima oscilou bastante, entre chuva, frio, muito frio e tempo aberto, tudo isso enquanto caminhávamos pelas ruas.

Após alguns minutos andando, já foi possível chegar à Torre. Apesar de o dia estar bem frio, havia muitos turistas ao redor.

2. Primeira viagem para Europa: bate e volta em Londres

Como visitar Londres em um único dia saindo de Paris

Nosso primeiro bate-volta foi para Londres. Aqui tivemos o auxílio muito necessário do Denisson novamente (lembra dele da agência Visite Voyage). Ele fez a reserva das nossas passagens de trem e foi conosco até a estação explicar como funcionava a dinâmica de imigração.

Mesmo estando relativamente próximos, existe controle de fronteira entre os dois países. Isso acontece porque o Reino Unido, onde fica Londres, não faz parte do Espaço Schengen nem da União Europeia. Por esse motivo, quem viaja entre França e Reino Unido precisa passar pelos procedimentos de imigração, tanto na saída quanto na entrada do país.

No caso do trem, a viagem parte da estação Gare du Nord, em Paris, onde os passageiros realizam os trâmites de imigração antes do embarque. O processo costuma ser relativamente simples, mas é necessário chegar com antecedência para passar pelos controles com tranquilidade.

Nosso roteiro de pouco menos de um dia em Londres iniciou pelo Palácio de Buckingham. Para chegar até lá, pegamos o metrô na própria estação de trem em que chegamos e saímos literalmente no jardim do Palácio de Buckingham.

Dica importante: no sistema de metrô em Londres, não é necessário que você compre bilhete ou use aplicativo, você pode simplesmente usar seu cartão de crédito (internacional) ou carteiras digitais. O Google Maps aqui é novamente um aliado poderoso para se localizar no sistema de metrô Londrino.

A Visite Voyage preparou um roteiro para conhecermos os principais pontos turísticos em um único dia, então bastou seguir a programação. Muitos deles ficam bem próximos do Palácio de Buckingham, que foi o nosso ponto de partida. Em poucos minutos de caminhada já estávamos em outro ponto da cidade.

Começamos pela Abadia de Westminster, um dos edifícios religiosos mais importantes do Reino Unido.

Bem próximo, já é possível visitar também o Big Ben e os arredores, um ambiente cheio de muita coisa interessante.

Ao lado do Big Ben, às margens do Rio Thames, é possível ver a London Eye a roda gigante que também é uma das atrações mais conhecidas de Londres. O local também é cheio de barraquinhas com souvenirs da cidade, inclusive com vendedores que falam muito bem português.

Seguindo o roteiro montado pela agência, visitamos diversos outros locais, lojas de souvenirs e mais pontos turísticos em outros pontos da cidade.

Os pontos ficam sempre bem próximos de estações de metrô, o que facilita bastante a locomoção.

Em relação a esse bate e volta, caso escolha fazer em um dia, vá com a certeza de que será um dia intenso em que você terá que sair muito cedo de Paris e voltar tarde. Garanta que está fisicamente preparado para o dia. Caso consiga, o ideal é ter mais tempo na cidade para conhecer além dos pontos turísticos mais famosos. Porém, se o objetivo é conhecer os pontos que mencionamos aqui, funciona muito bem.

3. Bate e volta em Bruxelas

Explorando o centro histórico de Bruxelas em um dia

Nosso segundo bate e volta foi em Bruxelas que é a capital da Bélgica e uma das cidades mais importantes da União Europeia, bruxelas tem mais de 1,2 milhões de habitantes e tem um centro histórico incrível cheio de locais com arquitetura medieval que nos transporta para os mais diversos pontos da história.

Mais uma vez nossa partida e volta a Paris foi de trem pela Eurostar. As passagens e roteiro ficou a cargo e organização novamente do Denisson da Visite Voyage (lembram dele ?). Um dos pontos de atenção aqui é que a viagem (Paris — Bruxelas) tem menos “burocracias” que a Paris — Londres.

O paises (Bruxelas faz parte da Bélgica), fazem parte do Espaço Schengen por tanto não precisam do controle de fronteira entre eles, por tanto não precisa da fila de imigração e nem passar pelo o Raio-x e controle de bagagem. Isso permite que todo o processo de embarque seja muito mais rápido e você não precisa ir com tanta antecedência para a estação de Trem.

Nosso passeio foi focado no centro histórico então passamos o dia conhecendo um pouco de tudo que a região tinha a nos oferecer desde prédios históricos incríveis até a culinária.

Um dos lugares que merecem destaque foi a famosa Grand Place que fica no centro da cidade um lugar cheio de edifícios históricos, considerada patrimônio mudial da UNESCO.

Entre os diversos prédios históricos da Grand Place podemos destacar o Brussels Town Hall que é um exemplo marcante da arquitetura gótica europeia. A torre central, com cerca de 96 metros de altura, domina a paisagem da praça e no topo está a estátua de São Miguel, padroeiro da cidade, representado derrotando um demônio.

Além de sua beleza arquitetônica, o edifício tem grande valor histórico. Durante séculos ele foi o centro do poder municipal e até hoje abriga atividades administrativas da cidade. A riqueza de detalhes na fachada, com arcos, esculturas e janelas ornamentadas, revela o orgulho e a prosperidade que Bruxelas já demonstrava na Idade Média.

Outro ponto de destaque na praça é o Brussels City Museum (Museu da Cidade de Bruxelas) é um museu dedicado à história da capital belga, localizado na Maison du Roi (Broodhuis, em neerlandês).

Ali por perto tem um dos pontos onde vi o maior número de turistas juntos em fila pra tirar foto o Manneken Pis, uma pequena estátua de bronze que se tornou um dos símbolos mais curiosos de Bruxelas. Criada no século XVII, a escultura mostra um menino fazendo xixi em uma fonte, algo simples que acabou virando uma das atrações mais famosas da cidade.

A região também é cheia de ruazinhas que parecem ter saído de filmes. Em cada esquina dá para ver muito da cultura belga. São dezenas de lojas de chocolate e waffles dos mais diversos sabores e combinações. Acredite, tem waffle de tudo quanto é jeito. Também é um ótimo lugar para comprar souvenirs e, em algumas lojas, você ainda pode provar os chocolates antes de decidir qual levar.

Um local que é indispensável de conhecer é a Galeries Royales, uma das galerias comerciais cobertas mais antigas da Europa, inauguradas em 1847. Com sua impressionante cobertura de vidro e ferro, o espaço mistura arquitetura elegante, história e comércio em um único corredor que parece não ter fim. Caminhar por ali é uma experiência bem típica de Bruxelas. O espaço possui várias lojas dos mais diversos tipos e marcas, além de ser um espaço lindo.

Bem proximo também está o Mont des Arts: O espaço combina jardins geométricos, museus e centros culturais, formando uma das áreas culturais mais importantes da capital belga.

Esse foi um dos pontos de parada que aproveitamos nos abrigarmos um pouco do frio afinal no dia estava uma sensação de -2º. Bem proximo tem alguns cafés com aquecedor externo.

Bem ali pertinho do Mont des Arts tem também o Palais Royal que é a sede oficial da monarquia belga para funções institucionais. Apesar de ser o palácio oficial do rei da Bélgica, ele não é a residência da família real.

Outra marca muito forte da cultura belga aparece pelas ruas de Bruxelas. O país é o berço de um dos personagens mais famosos das histórias em quadrinhos: Tintim.

Em vários pontos murais gigantes mostram o personagem e seu fiel escudeiro o cachorrinho Milu.

Bruxelas é um lugar incrível, cheio de cultura e história. Com certeza vale a visita. Seja para um bate e volta ou para passar mais tempo. Um lugar que mantem sua história viva e preservada seja na dezenas de edifícios históricos, na culinária ou nas diversas pinturas que tem espalhadas pela cidade para homenagear o Tintim.

4. Bate e volta em Amsterdam

Canais, bicicletas e o charme das ruas de Amsterdam

Mais um lugar incrível que conhecemos foi Amsterdam, capital dos Países Baixos, frequentemente chamados de Holanda. O trajeto de trem entre Paris e Amsterdam dura cerca de 3h20 e, assim como aconteceu na viagem para Bruxelas, não é necessário passar por controle de imigração porque ambos os países fazem parte do Espaço Schengen. Isso torna o embarque muito mais simples e rápido.

Assim que chegamos já deu para perceber uma das características mais marcantes da cidade: Amsterdam é feita para bicicletas. Elas estão literalmente por toda parte. Em muitos lugares há mais bicicletas estacionadas do que carros, e em várias ruas a prioridade é das ciclovias. Então fica uma dica importante para quem visita pela primeira vez: antes de atravessar qualquer rua, olhe também para as ciclovias.

Caminhando pelas ruas do centro histórico é possível observar outro detalhe curioso da cidade: as casas estreitas e altas que ficam alinhadas ao longo dos canais. Muitas delas foram construídas entre os séculos XVII e XVIII, durante o chamado Século de Ouro da Holanda. Como os terrenos eram taxados pela largura da fachada, as construções acabaram ficando bem estreitas e mais altas. Algumas ainda apresentam uma leve inclinação para frente, algo que ajudava a levantar móveis e mercadorias com guindastes instalados no topo dos prédios.

Em várias ruas também é possível encontrar pequenos cafés e restaurantes com mesas externas. Mesmo no inverno, muitas pessoas aproveitam para sentar do lado de fora, graças aos aquecedores instalados nas áreas externas. Essa cultura de cafés de rua é muito forte na cidade e cria um ambiente bem agradável para quem gosta de caminhar sem pressa e observar o movimento.

Uma das paisagens mais clássicas de Amsterdam são seus canais. A cidade possui mais de 100 quilômetros de canais e cerca de 1.500 pontes. Eles foram construídos principalmente no século XVII para organizar o crescimento urbano e facilitar o transporte de mercadorias. Hoje fazem parte da identidade da cidade e são considerados Patrimônio Mundial da UNESCO.

Caminhar pelas pontes que cruzam esses canais é uma experiência interessante porque cada uma oferece um novo ângulo da cidade. Em muitos pontos é possível ver barcos turísticos passando lentamente pela água, enquanto nas margens ficam as casas históricas e, em alguns casos, até casas-barco onde pessoas realmente moram.

Durante a caminhada também encontramos alguns dos edifícios religiosos mais antigos da cidade. Um deles é a Westerkerk, uma igreja protestante construída entre 1620 e 1631, considerada uma das mais importantes de Amsterdam.

A torre da Westerkerk, com cerca de 85 metros de altura, é uma das mais altas da cidade e pode ser vista de vários pontos do centro histórico. O local também tem uma curiosidade histórica importante: nas proximidades da igreja fica a Casa de Anne Frank, onde a jovem judia escreveu o famoso diário durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

 

Depois de passar pela Westerkerk, caminhamos poucos metros até um dos lugares mais simbólicos de Amsterdam: a Casa de Anne Frank, localizada no número 263 do canal Prinsengracht. Foi nesse prédio que Anne Frank, sua família e outras quatro pessoas se esconderam entre 1942 e 1944 durante a ocupação nazista na Segunda Guerra Mundial.

Depois de algumas horas caminhando pelo centro histórico, decidimos fazer uma pausa em um pequeno bar próximo à Casa. Essa área é cheia de cafés, bares e pequenos restaurantes frequentados tanto por turistas quanto por moradores da cidade.

Os bares dessa região costumam ter ambientes bem aconchegantes, com iluminação baixa, velas nas mesas e uma atmosfera tranquila que combina muito com o clima da cidade. É um ótimo lugar para descansar um pouco depois de caminhar pelos canais.

No geral, Amsterdam é uma cidade que combina muito bem com um roteiro feito a pé. Grande parte do charme está justamente em caminhar sem pressa, atravessar pontes, observar os barcos passando pelos canais e descobrir pequenas ruas que parecem ter parado no tempo. Ao longo dessas caminhadas também aparecem várias lojas interessantes e bem diferentes, desde pequenas livrarias independentes até lojas temáticas que vendem lembranças curiosas da cidade, bicicletas em miniatura, mapas antigos, cartões postais e itens ligados à cultura local.

Outra coisa que chama atenção é que muitas dessas lojas oferecem produtos com preços bastante acessíveis, especialmente para quem está acostumado com os valores mais altos de outras capitais europeias. É fácil encontrar souvenirs, chocolates holandeses, queijos típicos, canecas, ímãs de geladeira e pequenos presentes por valores bem em conta, o que acaba transformando o passeio pelas ruas da cidade também em uma ótima oportunidade para levar lembranças da viagem sem pesar tanto no orçamento.

5. Disney Paris

Um dia de magia no parque mais famoso da Europa

Outro passeio que colocamos no roteiro foi a Disneyland Paris, que fica na cidade de Marne-la-Vallée, a cerca de 40 km do centro de Paris. A forma mais simples de chegar até lá é usando o trem RER A, que pode ser acessado em várias estações importantes da cidade, como Châtelet–Les Halles, Gare de Lyon, Nation ou Auber (use os apps que indiquei no inicio desse post que vai dar certo ou Fala com o Denisson da Visite Voyage que ele te ajuda com tudo).

Basta pegar o trem no sentido Marne-la-Vallée — Chessy, que é justamente a estação final da linha. A viagem dura cerca de 40 minutos, e ao sair da estação você já estará literalmente na entrada do complexo da Disney (Literalmente mesmo).

A Disneyland Paris é composta por dois parques diferentes: o Disneyland Park, que é o parque mais tradicional com o famoso castelo, e o Walt Disney Studios Park, que é mais focado em cinema, bastidores de produções e atrações tecnológicas. Uma dica importante é baixar o app Disney Paris, sem ele fica dificil se localizar no meio de tanta atração, além das atrações fixas existem também atrações como apresentações que ocorrem durante todo o dia em diferentes locais dos parques, o aplicativo da Disney Paris mostra tudo isso inclusive com os horarios.

As atrações dispensam apresentação e talvez mereçam um post exclusivo para elas, vale lembrar que dependendo do horario as filas para cada atração podem ser maiores ou menores, o aplicativo mostra o tempo médio das filas em cada atração além de permitir que você pague um valor a mais para ter acesso prioritário nessas atrações. Esse acesso também pode ser adquirido no momento da compra do ingresso.

Como tudo é muito organizado geralmente as filas padrão não demoram tanto, pelo menos durante nossa experiência não! Uma das que mais demorou foi para a atração da clássica Big Thunder Mountain, uma montanha-russa temática que simula uma mina abandonada no velho oeste americano.

Passamos um pouco mais de meia hora, valeu a pena cada minuto aguardando a atração é incrivel e passa por cenários igualmente incríveis. Confesso que não sou muito fã de montanhas russas porém, pela experiência vale o sacrifício.

Diversas outras atrações chamaram tanto a minha atenção quanto a da Sara de forma particular acho que o fato de estar em um local que traz lembranças da nossa infância nos remete a coisas particulares.

Uma dica importante para quem pretende visitar é sobre o ingresso para os dois parques. Existe a opção de comprar o bilhete chamado “2 Parks in 1 Day”, que permite circular livremente entre o Disneyland Park e o Walt Disney Studios Park no mesmo dia. Mesmo assim, é bom saber que o complexo é enorme. São dezenas de atrações, restaurantes, lojas e espetáculos espalhados por uma área muito grande.

Por isso, na prática, é quase impossível conhecer tudo em apenas um dia. Nós mesmos tivemos que escolher algumas atrações prioritárias e deixar outras para uma próxima visita.

No final do dia ainda existe o famoso show noturno com fogos e projeções no castelo, que costuma ser um dos momentos mais esperados pelos visitantes. Infelizmente, no nosso caso, começou a chover bastante no final da noite e eu já estava um pouco resfriado, então decidimos voltar antes e não conseguimos ficar para o espetáculo final que acontece por volta das 9h da noite.

Mesmo assim, nada disso diminuiu a experiência. A Disneyland Paris é um lugar extremamente bem organizado, cheio de atrações incríveis e detalhes impressionantes. Em vários momentos tive a sensação de estar voltando à infância, lembrando de personagens e histórias que marcaram gerações.

É exatamente esse tipo de experiência que faz com que tanta gente saia do parque com a mesma impressão: independentemente da idade, a magia da Disney realmente funciona.

Mesmo sem falar francês deu certo

Quando começamos a planejar essa viagem, ainda em Rio Branco, parecia algo muito distante. Europa, Paris, Londres, Bruxelas, Amsterdam… nomes que até então existiam mais nos livros, nos filmes e nas histórias que ouvimos ao longo da vida. Em poucos dias, porém, esses lugares deixaram de ser apenas nomes no mapa e passaram a ser cenários reais de experiências que certamente vamos lembrar por muito tempo.

Para organizar melhor este relato, tentei dividir o post em cinco pontos principais, quase como um pequeno guia de experiências. A ideia foi compartilhar algumas das coisas que fizemos, dar algumas dicas práticas e mostrar um pouco do que encontramos pelo caminho. Ainda assim, a verdade é que tem muito mais coisa que ficou de fora. Foram cafés, ruas, museus, conversas, pequenas descobertas e momentos inesperados que não caberiam em um único texto.

Uma parte importante para que tudo funcionasse tão bem foi o apoio da Visit Voyage e do Denisson, nosso guia local. Desde o planejamento da viagem até as orientações quando chegamos em Paris, eles ajudaram muito a organizar o roteiro, entender a cidade e otimizar nosso tempo. Ter alguém que conhece bem a região e fala português faz uma diferença enorme, principalmente na primeira viagem.

No fim das contas, fica talvez a principal lição dessa experiência: mesmo sem falar francês perfeitamente, é totalmente possível viver uma viagem incrível. Com um pouco de curiosidade, planejamento e disposição para explorar, o mundo vai se abrindo aos poucos. Às vezes tudo o que você precisa saber dizer é um simples bonjour, um merci… e ter coragem de tentar.

Escrito por: Francisco Passos (Cliente da Visite Voyage)